Poeta inconsútil mas desdobrável e multifacetado, seus poemas refletem uma luminosidade cristalina ou se escondem em escuridão inescrutável, impenetrável. Ou vagam aladamente ou te colocam em terra, firme ou movediça. Sua obra não é categorizável e desafia os adjetivos qualificativos. Malabarista das palavras e frases, quando não é feliz em versejar, faz uso de uma prosa preciosa. Ao leitor recomendamos cuidado nos comentários, visto Júlio ser extremamente sensível e talentoso em réplicas e tréplicas. Faria sucesso nos desafios do cordel e do repente de viola.
Já ganhei de presente um Alfa-Romeo, rosas, uma árvore, mas.... um soneto... é demais. Sem falar da composição fotográfica no Morro do Chapéu – Chapada Diamantina, que sozinha já é um poema. Como geólogos, eu e meu irmão redivivo Hermes Inda nos apropriamos dos dois martelos.
| TEMPOS REMOTOS (*) | |
| A um amigo do Leblon |
| Foto selecionada por J.M. apud |
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A um amigo de Florianópolis
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ESPAÇO A SER OCUPADO POR UM SONETO
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(*) Publicado em Vagar Alado, blog de Júlio Machado
