Fernanda Schnoor (1944-)
(para LAMC,18/10/1985)
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| Sete vidas de labor Luis servia Os anos, na esperança de um só dia, Vendo-o triste Luis que com desditas Começou a servir outras vidas |
(para LAMC,18/10/1985)
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“Tem dias, como hoje, em que eu me sinto que nem criança da Funabem. Aí eu quero ganhar pipoca, ouvir história de fada e bruxa, e passo a ouvir vozes “vai todo o mundo botar maillot, pegar pé-de-pato e bóia que vamos pra praia”, “Sai daí menina, senão vai levar uma palmada”, “Tem doce de leite no almoço, mas lembre que sobremesa não é para encher a barriga, é só para adoçar a boca”... e a colher mais pequenininha do faqueiro e a ponta da língua vão eternizando o doce pela tarde adentro... e eu acordo com a boca amarga.
E foi assim que hoje eu cheguei ao escritório e ganhei um ramo de ouro que conta histórias, O gosto do doce de leite oca e adoçou voltou à minha boca e adoçou minha alma”.
(Fernanda Schnoor, em resposta a um livro-presente que lhe dei – O Ramo de Ouro – do antropólogo Sir James George Frazer em 23/8/1985)
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| LA, Trata-se de um bilhete passional. Leia-o com ar indignado. Tipo vestido de renda negra, rosa vermelha ao peito, mãos nas cadeiras e tudo: “– Quando é que você vai me convidar para tomar um sorvete na esquina?” | ||
| Rio, 1986 |
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| O Meu Amor | ||
| Olhos que buscam e Perfuram os meus, essa Janelas embaçadas por onde Escorre meu desejo escondido – Desejeo de ter desejado! Mãos que se me cravam Na carne. abrindo crateras Por onde grita minha Alma desconhecida – Alma tão almejada! Braços que cobrem meu corpo tão forte, e enfraquecem Vaidades construídas na dor Revelando humildades – Doces, úmidas humildades! Boca bendita que abençoa O ar com notas de amor. Música viva para meu coração Que dança alegre e cativo – Eternamente! (LA, não sou poeta mas o amor me autoruza à pretensão a poetar. Por isso cometi esse pequeno deslize). | ||
| Bissau, 8 de Jjulho de 1990 |
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A Little Kiss Each Morning
| We´ll be so happy, we´ll always sing Who cares if hard luck may be ahead Dreams may disappoint us as they often do |
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(Postal que recebi de Fernanda Schnoor em 1986.
Quadro de Lucien Levy Dhurmer (1865-1954),
com a canção “A little kiss each morning”
(música de Rudy Vallee (1901-1986) e
Letra de Mel Torme (1925-1999))